lundi, juin 07, 2004

Uma primavera nublada...

“Os poderosos podem matar uma, duas, ou até três rosas, mas jamais poderão deter a primavera” - Che Guevara
Uma frase lida no dias de chuva, uma frase ouvida em um dos filmes que não posso ver.
Já havia lido antes... Ainda não tinha sentido. Hoje, depois de ontem, me pergunto se a rosa morta pode ser substituída. Penso que não, a primavera poderá continuar existindo, mas vai ser difícil meu coração continuar sorrindo.
No asteróide podia ter só uma rosa, era pequenino... Acho que no meu tem mais, não digo um enorme jardim, mas tem mais de uma... Cada uma especial, uma tem o aroma, outra a forma, em outra pode ser a cor, mas toda precisam existir pra que os passarinhos continuem cantando alegres na minha primavera. Elas talvez nem saibam do carinho que tenho por elas, pois de algumas eu não tive competências para cuidar e deixei aos cuidados de outros, mas garanto, eram outros confiáveis, outros já amados...
Meu anjo anda sofrendo, com as asas arriadas procura se convencer que há a possibilidade de ser feliz sem acreditar nos amigos, de confiar desconfiando... Deve ser mais uma tentativa de fazer de conta que nem queria mesmo... Eu não consigo. Até onde for possível eu fecho os olhos e tapo os ouvidos. Quando não der mais, aí eu vou até bem perto e, pé ante pé, pergunto: é possível que o carinho tenha morrido?