Vivendo numa guerra
Lembram da guerra do Iraque? Ela tem vindo com freqüência à minha mente depois de um email que recebi. Fico pensando que na época eu acompanhava da TV e ficava horrorizada com o que acontecia, mais ou menos como vocês ficam hoje. Pensava muito no monte de gente que sofria por causa do abuso de poder dos Estados Unidos.
Hoje o que têm me causado angústia é tentar saber que cidadão estaria mais certo: o que abraçava a causa de seu país servindo como informante, procurando por notícias que pudessem auxiliar sua pátria, o que participava de manifestações, gritando e se rebelando com os atos de quem podia resolver o conflito ou os que tocavam seu violão, em casa, parando para ouvir a bomba cair e voltando a tocar após não ter sido atingido.
Penso ser difícil chegar a uma escolha certa, no entanto tenho certeza, que todos sofreram. Só quando não raciocinamos é que podemos pensar que em uma guerra, a pessoa que não está diretamente envolvida no conflito, deve continuar sua vida como se nada acontecesse, deixando os inimigos se enfrentarem e só observar de longe. Quando não se está nas forças armadas, quando se tem uma casa, família e emprego para cuidar, talvez a situação seja pior. Como pensar na possibilidade de uma análise afastada da situação quando seu lar está sob constante ameaça? O que sobra para apoiar se seus amigos vão sendo extintos pelas bombas inimigas? Como se distanciar de sua família para trabalhar se ela está destruída e necessitando de todo apoio para se re-erguer antes que outra bomba seja lançada?
Até poucos dias não conseguia sentir toda a destruição de uma guerra, atualmente sou freqüentemente arrastada por esses sentimentos. Como um cidadão civil pode saber a melhor atitude a tomar? Existe uma melhor? Como lidar com as crianças dos outros que estão sofrendo? De que maneira pode-se ajudar aos países a encontrar um acordo se, sequer é possível ter acesso aos dois envolvidos?
Às vezes acho que a vida da gente realmente segue o mesmo ciclo que a vida do mundo.
Devemos nos casar em meio à guerra ou esperar que ela acabe?

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