E nós, o que fazemos de nós?!
Tenho que deixar meus parabéns para meu amor, que muito em breve já estará deslanchando em uma carreira de sucesso e distinção, parabéns pelo título de mestre, parabéns pelas disciplinas que assumiu na faculdade, parabéns pelos desafios que está enfrentando com bravura.
Parabéns também para o azar, que não nos deixa tombar de uma vez, quando estamos próximos do fim, o azar nos dá uma forcinha para termos que continuar, e continuamos por que essa é a nossa sina.
E eu, bem eu em três anos terei 30 anos. A juventude, da qual ainda sinto o cheiro, já terá ficado distante. Em três anos espero ter me libertado de meus erros.
Espero que até lá possa perceber que mesmo quando parei na minha vida e decidi que ia fazer tudo errado, ainda acertei de alguma forma, mas hoje já tenho consciência que um pouco disso está na minha vontade de querer buscar algum acerto no maior dos absurdos.
E quando esse absurdo é a paixão? A gente fica perdoado? Acho que não, principalmente quando essa paixão envolve um filho. E o que eu faço para acerta? Peço um psicodiagnóstico da namorada antes de me deixar envolver?
"Olha garota, eu não preciso do teste de HIV não, esse não importa, eu preciso só que você faça um psicodiagnóstico para saber se você é uma pessoa equilibrada ou não mentalmente" Seria engraçado. Ou então contratava os testes da Catho, daí depois dos primeiros ficas, pedia para ela fazer os testes profissiográficos.... que merda...
Não adianta, por mais que eu faça chacota do meu passado, não era preciso ser nenhum gênio, bastava juntar umas poucas pecinhas e o quebra cabeça estava montado, nem eram 100 peças, era só juntar umas sete ou oito, mas a anta aqui achou que era só amar incondicionalmente que o objeto do meu amor também aprenderia a amar.
Não, há coisas que ficam marcadas muito fundo, esperiências da infância, da adolescência, que um idiota metido a herói como eu não consegue dar conta não e vou pagar o resto da vida por esses erros, vou pagar da pior forma que um homem pode ter de pagar por seus erros: através do sofrimento do seu filho, que mesmo que tudo se revertesse na justiça hoje, ou dia 17, ainda assim tudo que já aconteceu já feriu bem fundo e não é possível prever como vai eclodir no futuro.
Espero também ter podido acertar e esse acertar já começa com meu amor, de novo, eu acredito no amor, um amor que eu conheço melhor, que eu compreendo melhor, mesmo que nem sempre saiba exatamente o que fazer de melhor, mesmo que às vezes me sinta confuso. Eu acredito.
