mardi, juillet 12, 2005

É, eu sei que não tenho sido romantico, sei que tem me faltado atenção. Não sei se posso chamar de crise, acho que não, eu sei bem o que é crise e não se parece nada com isso, com toda essa calmaria.

Talvez estejamos aprendendo a viver um pouco independentes, afinal cada um de nós ainda tem sua vida, sua carreira e não podemos dar conta ambos da vida de um e de outro, talvez eu só esteja vivendo um momento difícil.

Tento quebrar o ovo, que já me é apertado e incômodo, mas ainda tenho medo do mundo lá fora, sei que posso contar com o apoio e a proteção dos demais, mas é um mundo novo, diferente do que fui antes, tenho que aprender tudo de novo.

Não sei se sou otimista ao dizer que quero sair do ovo, ainda não me sinto totalmente pronto, apenas sinto que o ovo já é por demais apertado, não sei se vou conseguir, mas tenho que sair, tenho que bicar com força essa casca e encarar o mundo de uma vez.

Sei que não estou conseguindo deixar de frustrar a expectativas, preciso dar conta de algo no curto prazo e eis que finalmente há algo a realizar no curto, no médio e no longo prazo e, de repente, percebo que tenho que focar mais naquilo que é mais imediato, para não deixar o tempo passar.

Perdôe-me a falta de atenção, prometo que tentarei ser uma boa pessoa, mas vou devagarinho.

samedi, juillet 09, 2005

Meu amor é do tempo em que se engomava roupa, eu passo roupa hoje em dia, ou melhor, raramente passo, que é para não gastar energia, a minha claro, não a da companhia, mas meu amor também é do tempo em que as esposas amavam os maridos até o final da vida, eu também sou desse tempo, embora admita que nem sempre a gente sabe quando o amor é verdadeiro, quando não é.

Hoje eu confio no amor do meu amor e no amor meu. Confio que nos amaremos até o final da vida!

mercredi, juillet 06, 2005

Através de quem admiro, a certeza de que, a ti, eu admiro.

Da chegada do amor

Elisa Lucinda


Sempre quis um amor
que falasse
que soubesse o que sentisse.
Sempre quis uma amor que elaborasse
Que quando dormisse
ressonasse confiança
no sopro do sono
e trouxesse beijo
no clarão da amanhecice.

Sempre quis um amor
que coubesse no que me disse.
Sempre quis uma meninice
entre menino e senhor
uma cachorrice
onde tanto pudesse a sem-vergonhice
do macho
quanto a sabedoria do sabedor.

Sempre quis um amor cujo
BOM DIA!
morasse na eternidade de encadear os tempos:
passado presente futuro
coisa da mesma embocadura
sabor da mesma golada.
Sempre quis um amor de goleadas
cuja rede complexa
do pano de fundo dos seres
não assustasse.
Sempre quis um amor
que não se incomodasse
quando a poesia da cama me levasse.
Sempre quis uma amor
que não se chateasse
diante das diferenças.

Agora, diante da encomenda
metade de mim rasga afoita
o embrulho
e a outra metade é o
futuro de saber o segredo
que enrola o laço,
é observar
o desenho
do invólucro e compará-lo
com a calma da alma
o seu conteúdo.
Contudo
sempre quis um amor
que me coubesse futuro
e me alternasse em menina e adulto
que ora eu fosse o fácil, o sério
e ora um doce mistério
que ora eu fosse medo-asneira
e ora eu fosse brincadeira
ultra-sonografia do furor,
sempre quis um amor
que sem tensa-corrida-de ocorresse.
Sempre quis um amor
que acontecesse
sem esforço
sem medo da inspiração
por ele acabar.
Sempre quis um amor
de abafar,
(não o caso)
mas cuja demora de ocaso
estivesse imensamente
nas nossas mãos.
Sem senãos.
Sempre quis um amor
com definição de quero
sem o lero-lero da falsa sedução.
Eu sempre disse não
à constituição dos séculos
que diz que o "garantido" amor
é a sua negação.
Sempre quis um amor
que gozasse
e que pouco antes
de chegar a esse céu
se anunciasse.

Sempre quis um amor
que vivesse a felicidade
sem reclamar dela ou disso.
Sempre quis um amor não omisso
e que sua estórias me contasse.
Ah, eu sempre quis uma amor que amasse.

vendredi, juillet 01, 2005

O filho que eu quero ter

Sei que já temos um filhinho. Não é exatamente nosso, mas é um sonho lindo de morrer. Vamos ter outro e mais outro, esse já meio torto.

Só que por enquanto quero te agradece pela felicidade que me oferece todas as semanas e dizer que respire e aproveite a criança linda que é tua e vem correndo te abraçar quando chegas de onde vens.

É um sonho lindo meu amor e nós sonhamos juntos, meio quebrados, entrecortados são os momentos em que podemos realmente mostrar para ele que somos, nós três, uma família feliz, mas com o tempo ele vai melhorando. Principalmente quando a gente puder juntos estender a mão para a outra família dele, que o ama tanto quanto nós. Por enquanto vou tentar continuar intermediando, mesmo que tenha que me ausentar um pouquinho para poder ter o nosso filho.

Te amo meu querido, a você e ao seu filho. E sei que mesmo que precisemos nos esforçar vamos conseguir diminuir as enormes contradições da vida dele que, infelizmente são aumentadas quando o rancor leva as pessoas a jogarem um menino tão esperto contra pessoas que ele ama de paixão. Tenho tentado cuidar do rancor de cá e espero que cuidem do rancor de lá. Assim eu e o padrasto poderemos ser amados com tranquilidade, sem exageros de nos tornarmos pai ou mãe mas com o carinho que temos pelo pequeno retribuído.

Futuros Amantes

Não se afobe, não, que nada é pra já
O amor não tem pressa, ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário, na posta-restante
Milênios, milênios no ar
E quem sabe, então o Rio será alguma cidade submersa
Os escafandristas virão explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas, sua alma, desvãos
Sábios em vão tentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas
Mentiras, retratos
Vestígios de estranha civilização
Não se afobe, não, que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você