Volta
Reencontro. Escapadas. Paixão acesa. Carinho. Ter o que mais se quer. Só querer o que se tem e nada mais. Desejo e realização. Volta. Volta e meia. Seguimos. Juntos.
Ah, eu quero te dizer que o instante de te ver custou tanto penar
Não vou me arrepender, só vim te convencer que eu vim pra não morrer
De tanto te esperar, eu quero te contar das chuvas que apanhei
Das noites que varei no escuro a te buscar
Eu quero te mostrar as marcas que ganhei nas lutas contra o rei
Nas discussões com Deus, e agora que cheguei eu quero a recompensa
Eu quero a prenda imensa dos carinhos teus.
Reencontro. Escapadas. Paixão acesa. Carinho. Ter o que mais se quer. Só querer o que se tem e nada mais. Desejo e realização. Volta. Volta e meia. Seguimos. Juntos.
Cada segundo um beijo. Percorrer seu corpo, acender seu desejo, escapar dos vigias. Cada segundo um beijo. Reconhecer sua face, encontrar seu ritmo, esconder-se apertados. Cada segundo um beijo.
Deixo-lhe cuidar de suas emoções. Já são muitos a lhe cobrar atenção. Odeio cada minuto longe. Quero sentir sua respiração, sentir seu coração. Conforto-me ainda com o sabor de seus lábios. Fecho os olhos. Posso lhe sentir respirar em meu pescoço, sua língua a passear por meu corpo. Seguro sua cabelos e lhe beijo com a mesma paixão que um dia nos uniu. Aperto-lhe junto só meu corpo sem vontade de lhe deixar respirar sozinha nunca mais. Envolvo suas costas com meus braços, firme. Desejo que o mundo congele.
Longe. Imagino. Observo você ao sair do banho. Nua. A luz é difusa, suave, dança. Entreabertas as persianas seguem o ritmo do vento. Comandam os raios de sol. Luzes e sombras percorrem seu rosto, acariciam sua nuca e tomam vorazes conta de todo o seu corpo: contornam o desenho de seus seios, escondem e iluminam seus mamilos, seguram seus quadris enquando percorrem sua barriga. Você anda. As luzes lhe seguiram. As sombras anseiam por lhe possuir toda.
Desde que lhe perco toda manhã as horas se arrastam na parede e só voltam a correr quando lhe re-encontro ao fim. Mato o tempo a relembrar seu corpo e sentir seu toque. Mal posso esperar para lhe ver através de uma fresta qualquer no tempo, num rasgo inesperado que suspenda a realidade e expulse a todos de nossa volta por um momento que seja. Um momento nosso. Egoísta!
Não há muito o que fazer sobre isso de sermos imperfeitos, de querermos aquilo do que nos arrependeremos, de rejeitar aquilo que nos faz felizes.
Há diferença na saudade que sentimos longe ou ao lado da pessoa que amamos?
Distante um dia mais. Perseverante!
Ansiedade, desejo. Resiliência!
Pode o caminho ser refeito?
E a vida parece sempre prover nova urgência, emergência ou casualidade para manter a saudade.
De pouquinho em pouquinho tentamos nos reencontrar e alimentar o desejo do reencontro.
Por certo que não há varinha mágica em tantas paredes.
Pequenos gestos do dia-a-dia mantém a confiança no reencontro e trazem a saudade de um fugidio nós.
Voa, coração
Voa, coração